Produção Empurrada X Produção Puxada



O modelo de produção empurrada surgiu no início da era industrial, quando a demanda era alta e o mercado pouco competitivo. Com este cenário, o objetivo principal das empresas era produzir em grande escala, maximizando a utilização das máquinas. Neste sistema, a produção e os pedidos de compra são iniciados a partir de uma demanda projetada e assim a produção de bens é feita com antecedência, de acordo com o cronograma. Este sistema gera perdas, já que a demanda do cliente pode mudar e as coisas podem não dar certo.


Embora possamos utilizar os dados históricos para tentar prever o futuro, neste tipo de sistema não há garantia de que as previsões estarão adequadas com a realidade, e erros estarão sempre inerentes ao processo de previsão. Mesmo os processos robustos de previsão de demanda geram erros elevados e estão sujeitos a fatores alheios aos dados históricos e critérios de previsão.


Do inglês “pull system”, a produção puxada controla as operações fabris sem a utilização de estoque em processo. Neste modelo de produção, ao contrário da produção empurrada, o fluxo de materiais é priorizado. Aqui, a demanda gerada pelo cliente é o alimentador para a produção e, através de sinalizações simples e intuitivas, controlam quando e como produzir, determinado pela quantidade de produtos em estoque. Puxar significa que um processo inicial não deve produzir um bem ou um serviço sem que o cliente de um processo posterior o solicite.


Taiichi Ohno, um dos grandes engenheiros da Toyota, decidiu criar pequenos armazéns de peças entre operações para controlar o estoque. Assim, quando o cliente ou processo subsequente retira determinados itens, estes são repostos. Se o cliente não utilizar um item, este permanece no armazém e não é reposto. Logo, não haverá uma produção maior do que a pequena quantidade na prateleira, e há pelo menos uma conexão direta entre o que os clientes querem e o que a empresa produz.


Assim, o sistema de produção puxado e o controle visual funcionaram a partir do momento em que os inevitáveis problemas iniciais foram resolvidos. O novo pensamento poderia ser resumido de forma bastante simples como: “Não fabrique produto algum a não ser que seja necessário; então, fabrique o produto rapidamente.”


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